quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Reunião Pública Descentralizada da CML em Benfica deixa moradores sem respostas


Reunião Pública Descentralizada da CML em Benfica deixa moradores sem respostas

Teve lugar no dia 6 de Fevereiro de 2019 a reunião descentralizada da CML na Freguesia de Benfica, na Escola EB Pedro de Santarém.

Nesta sessão, o único compromisso que o Presidente Medina assumiu com os fregueses de Benfica foi o de avançar rapidamente com a entrada da EMEL na zona 45, com a sua delimitação antiga (sem proceder a qualquer reajustamento), respondendo ao pedido que lhe foi feito pela Presidente Inês Drummond.
Sobre a nova pressão que vai ser criada na área de residência dos moradores nas zonas envolventes, tal como aconteceu na zona do Fonte Nova após a entrada da EMEL em S. Domingos de Benfica, nada.
Sobre a reformulação de delimitação da EMEL no resto da freguesia, nada.
Sobre a criação de novo estacionamento para moradores, em silo automóvel ou em parques subterrâneos, sanando as carências de bairro existentes e permitindo requalificar o espaço público, nada.
Os 86,4 milhões de Euros de orçamento da EMEL para 2019 têm outro destino.

Foi assumido publicamente que a Junta de Freguesia só consegue podar, anualmente, 5% das árvores da freguesia (300 em 6000).
A resposta de Fernando Medina e de Inês Drummond foi um encolher de ombros.

A pergunta sobre a prometida construção de novos Centros de Saúde ficou sem resposta.

A pergunta sobre a implementação das novas Carreiras de Bairro de Benfica, que na reunião descentralizada de 2018 (há um ano) foram prometidas para o último trimestre de 2018 ficou sem resposta.

Os Elétricos Rápidos para o Centro de Lisboa, também prometidos há um ano, ficaram sem resposta.

E tudo o resto acontecerá um dia.
As obras urgentes na Escola EB1 Jorge Barradas, reclamadas numa petição junto da Assembleia Municipal de Lisboa há dois anos, continuam em estudo; a Escola Nova do Bairro da Boavista; o Lar e o Centro e Cuidados Continuados; a Biblioteca; Fernando Medina não foi capaz de avançar nenhuma data, dando a entender que certamente não são obras para ter concluídas na sua Presidência.


Sobre a EMEL convém esclarecer.
O PSD não está contra a entrada da EMEL em Benfica. Defende sim o cumprimento de condições, sendo a principal o investimento em silos e parques subterrâneos nas zonas residenciais carenciadas. E defende o planeamento que não está a acontecer, em vez da resposta casuística. Em Benfica, a EMEL vai entrar na Zona 45, mas vai empurrar o problema da carga de estacionamento para as áreas de residência dos moradores das zonas envolventes.
O PSD defende uma EMEL ao serviço dos moradores da cidade, sem fins lucrativos, que invista as suas receitas em estacionamento acessível e serviço público.
Todo o Zonamento da EMEL em Benfica tem que ser revisto de forma a manter a coesão da freguesia. Bater-nos-emos por isto.
Depois da Entrada da EMEL na Zona 45 será muito mais difícil (impossível) negociar. Veja-se o que aconteceu na Freguesia de Carnide que, de boa-fé, aceitou a entrada da EMEL sem reservas. A Presidente de Junta Inês Drummond cometeu um tremendo erro estratégico ao pedir a entrada da EMEL na zona 45 sem antes acertar um novo zonamento e contrapartidas firmes na criação de estacionamento para moradores.

EM Benfica, em Lisboa, o PSD está disponível, está ao serviço de todos.
O PSD tem uma alternativa.

Teresa Leal Coelho (Vereadora do PSD na CML)
João Pedro Costa (Vereador do PSD na CML)
António Alvim (1º eleito do PSD na AF Benfica) 

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